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Escolas de samba de Curitiba proporcionam madrugada de diversão no Carnaval

Grupo especial das escolas de samba de Curitiba desfilou na Marechal Deodoro no sábado (10)

  • Bruna Covacci
  • 15/02/2018
  • 11:26
Escolas de samba de Curitiba proporcionam madrugada de diversão no Carnaval Na imagem, Acadêmicos da Realeza - o quarto desfile da noite. Foto: Daniel Caron/Gazeta do Povo

O sábado, 10 de fevereiro, foi o dia dos blocos e escolas de Samba de Curitiba: foram 15 horas ininterruptas de Carnaval na Rua Marechal Deodoro, no Centro. As atividades começaram cedo, por volta das 13 horas, com desfiles de alas mirins das escolas de samba da cidade.

*** todas as fotos são de Daniel Caron/Gazeta do Povo

Depois, quem deu o pontapé inicial foi o tradicional bloco Rancho das Flores, com a presença dos blocos Madame e Fogosa, entre outros.

O Rancho das Flores, o mais tradicional bloco de Curitiba, mostrou muita alegria e vitalidade no desfile composto por aproximadamente 300 idosos que participam de grupos de convivência mantidos pela Fundação de Ação Social (FAS), o bloco entrou na avenida às 18h30, animando o público que estava nas arquibancadas e na rua participando da festa.

Ao som da marcha Que Bom que Você Veio, os idosos cantaram e dançaram durante todo o trecho destinado para o desfile, entre a Travessa da Lapa e a Avenida Marechal Floriano Peixoto. O tema deste ano foi composto e apresentado ao público por Roberto Guedes, Maurício Schãfer e Bruno Soares, do Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba.

Primeiramente passaram pela avenida as escolas do grupo de acesso: Enamorados do Samba, Unidos de Pinhais, Império Real de Colombo e Internautas.

Grupo especial

Os Internautas deixaram a passarela às 23h30. Assim, com uma hora e meia de atraso, começaram os desfiles das escolas do grupo especial, com Imperatriz da Liberdade, Embaixadores da Alegria, Leões da Mocidade, Acadêmicos da Realeza e Mocidade Azul.

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As escolas tiveram 65 minutos cravados para apresentar seu samba e o gingado de cada um dos seus 230 integrantes. Conceitos como harmonia, figurino e samba enredo foram avaliados por um grupo de jurados. O resultado será anunciado no domingo (11), a partir das 15 horas, em cerimônia no Memorial de Curitiba.

Em 2017 não houve disputa pelo título das escolas, após um corte drástico de recursos para a festa. Neste ano, os desfiles foram turbinados por um aumento de verbas.

Entre os temas abordados pelas escolas de samba estavam a capoeira e o “quem mexeu no meu dinheiro?”, ambas questões bastante presentes na cultura do brasileiro.

Marcos Antônio Beneli, 41 anos, diretor de bateria da Mocidade Azul, que foi a última campeã do Carnaval curitibano, em 2016, e agora luta pelo tetracampeonato, diz que do último ano para cá nada mudou, mesmo com a diferença de verba. “O que importa para a gente é entrar com um desfile para o povo, trazer alegria para as pessoas”.

Para Beneli, na escola há 24 anos, quem diz que Curitiba não tem Carnaval não fica mais na cidade durante o feriado.

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A festa é para todo mundo. Prova disso é Fernanda Skulny, 32 anos, empresária. Ela levou a filha Julia Skulny, 4 anos, para ver o Carnaval de Curitiba pela primeira vez. “Foi a própria Julia quem viu a propaganda e também um material sobre os desfiles publicado. Ela nós incentivou a vir e, agora que já conhecemos, queremos vir para cá sempre que possível. É bem família, se eu soubesse que era assim tinha até vindo antes”.

Silvia Suzana, 58 anos, trabalha como catadora e recicladora. Seu glitter roxo chamava atenção de longe. Para ela, os dias de folia ainda são verdadeiramente vantajosos – além de divertidos.

Samba-enredo

A Imperatriz da Liberdade, invadiu a Marechal trazendo como tema “Na ginga da capoeira a Imperatriz sacode a poeira”. O samba-enredo, fantasias e carros alegóricos homenageiam a dança que é um dos maiores símbolos da cultura afro-brasileira. A escola mostra que a capoeira nasceu entre os escravos africanos como forma de resistência à opressão.

Em seguida, foi a vez de uma das mais antigas agremiações carnavalescas de Curitiba, a Embaixadores da Alegria, que foi para a avenida festejar os seus 70 anos. Com o samba “O céu se abre para cantar, como é grande o meu amor por você!”, a escola vai brindou a sua própria história, lembrando os seus antigos carnavais, especialmente aqueles que lhe renderam títulos.

Com o enredo “Peabiru – Yvi Mara’ey, eu vou pelo caminho do Sol”, a Leões da Mocidade inovou trazendo para o seu conjunto as referências ao Caminho do Peabiru, com histórias e lendas de diferentes povos e culturas. O Peabiru é o mais importante de todos os antigos caminhos, entre o litoral e o interior do continente, utilizados pelos indígenas sul-americanos antes mesmo da colonização. Ele começa em Cusco, no Peru, e se entende até o litoral brasileiro.

A escola de samba Acadêmicos da Realeza fez uma homenagem a Chacrinha, o mais popular apresentador da televisão brasileira, nos 100 anos do seu nascimento. “Ó Terezinha Ó Terezinha, é um barato o centenário do Chacrinha” é o tema que vai embalar os foliões de uma das maiores escolas de Curitiba.

Encerrando o desfile, a Mocidade Azul apresentou “Quem canta seus males espanta Onde está o dinheiro? Quem foi o gato que comeu?”, criticando a crise, a falta de ética e a corrupção, mas lembrando que por meio da arte é possível voltar a sonhar e a ter esperança num país melhor.

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