Depois de estourar com a canção “Suddenly I See”, a cantora escocesa KT Tunstall sempre quis seguir seu espírito aventureiro e seguir pelo mundo como ela se descreve: “única”. Depois de mais de vinte anos de carreira, a cantora desembarca pela segunda vez no Brasil e pela primeira vez em Curitiba. O show acontece no dia 10 de novembro, na Ópera de Arame. Assinantes do Clube Gazeta do Povo têm 50% de desconto sobre o valor da inteira na compra de até dois ingressos. 

KT conta que nunca conheceu um povo como o brasileiro e diz que teve dificuldades para voltar ao Brasil, seu destino depois de um gap de 11 anos. “O brasileiro tem uma relação espiritual com a música, são os fãs mais leais que existem”, disse. “Eu sempre quis voltar, mas não tinha apoio. Até que eu mudei de empresário e falei: se vocês não me ajudarem eu vou por conta própria. Entro num avião com o meu violão e vou”, brincou. E deu certo. 

A vontade de viajar para lá e para cá, para ela, tem a ver com a mistura de etnias que a fizeram quem ela é. Irlandesa, escocesa e até chinesa, da avó. “Meus melhores momentos foram viajando e eu não sou apegada às raízes. Sempre me senti livre para ser quem eu sou e qualquer lugar”, afirmou. 

É possível que você já tenha ouvido “Suddenly I See” em filmes, novelas e até em propagandas. Mas talvez não saiba que o sucesso tenha sido escrito às duas da manhã, enquanto a cantora observada o mundo do seu apartamento em Londres. “Eu vi uma mulher da janela. Um look andrógeno, dona da sua própria vida. Eu olhei para ela e pensei: essa é a pessoa que eu quero ser. Eu não quero tentar ser ela, eu quero ser ela”, contou. 

No show, KT Tunstall promete seus maiores sucessos entre os seus oito álbuns. Entre elas estão "Black horse and the cherry tree", “Hold On”,“Litte Favours” e “Saving My Face”. “Eu estou muito as pessoas na internet, estou sempre conectada às minhas redes sociais. Então, se tiverem algum pedido é só falar comigo”, brincou. 

Depois de tantos anos de carreira, KT diz que tem hoje o que sempre sonhou como cantora. “Eu sempre sonhei em ter uma assinatura. Quando eu escrevo as minhas músicas eu penso: será que esta sou eu? E essa sou eu: voz, escrever músicas e tocar meu violão”, disse.