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Empresários e artistas criam “nanobairro” Petit Batel. Conheça onde fica e o conceito

Grupo tem como objetivo aumentar o espaço de conveniência, gastronomia e entretenimento para os curitibanos e turistas

  • Sandro Moser
  • 04/04/2019
  • 13:52
Empresários e artistas criam “nanobairro” Petit Batel. Conheça onde fica e o conceito Mapa do Petit Batel. Foto: Reprodução.

Na última semana um grupo de empresários, artistas e moradores de uma área que representa um pequeno enclave dentro do bairro Batel anunciou que se uniu para a criação do nano bairro chamado Petit Batel. O objetivo é ser um “espaço de conveniência, gastronomia e entretenimento para os curitibanos e turistas”.

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A inspiração foi o bairro londrino de Notting Hill, mas também há outros exemplos em cidades como Nova York ou Bogotá.

Para tentar entender qual é o conceito e proposta do Petit Batel, o Guia da Gazeta do Povo deu uma volta na região guiado pelo empresário Eduardo Feliz, sócio do Lucca Café Especiais, um dos idealizadores do projeto.

Caminhando à vontade pelas ruas tranquilas do “nanobairro”, Feliz explica que a ideia tanto do nome quanto dos limites do Petit Batel foram decididos “coletivamente de formar espontânea entre empresários, moradores e frequentadores”.

Segundo o Manifesto Petit Batel, documento criado pelo grupo em sua primeira reunião, os limites estão definidos pelas ruas Presidente Taunay, Coronel Dulcídio, Dom Pedro II, Gutemberg, com alguns pontos em ruas agitadas que circundam a área (o mapa está no começo desta reportagem).

Grupo de empresários e artistas que criou o Petit Batel. Foto: Munir Bucair Filho/divulgação.

Segundo Feliz, o grupo se distingue das outras associações que existem no entorno (como o Batel Soho ou a associação dos bares e restaurantes da Praça Espanha) por dois motivos, pela estrutura e pela diversidade de empreendimentos envolvidos.“Não usamos a estrutura legal de uma associação. Nossa organização é mais horizontal e orgânica”, disse Feliz.

“Além disso, as associações que já existem são do mesmo setor que se reúnem em função de interesses comuns de atividades comerciais. [O Petit Batel] é uma coisa que envolveu uma multiplicidade de empreendimentos e pessoas sem chefe nem patrocinador. O bairro é uma pequena cidade, um microcosmo de gente criativa e talentosa com muitas ideias afinadas”, disse.  

Dentro do grupo do Petit Batel há cinema, cafés, teatros, galeria de arte, ateliês artísticos (dos artistas plásticos Retamozzo e Denise Roman), floriculturas restaurantes diversos, hotel e o Bar do Toninho, caçula do grupo

Na prática, o grupo do Petit Batel quer atuar em três frentes: urbanidade, convivência e turismo. Em todos os casos, o grupo atua dentro da definição formal de sociedade civil organizada, ou seja, como uma estrutura organizativa cujos membros democraticamente servem o interesse geral atuando como intermediários entre os poderes públicos e os cidadãos.

As propostas visam melhorar as condições de acessibilidade, melhorando a qualidade doas calçadas, iluminação e outras. Outra ideia é criar certa ética de conduta no tratamento com clientes, moradores e visitantes da região baseada em “boa convivência, sem discriminação e agressividade, mas respeitando as leis e os regulamentos da cidade”.

“A gente não quer salvar o mundo ou todos os problemas urbanos e sociais, quem dera a gente conseguisse. Nós queremos dar um bom exemplo que talvez possa ser replicado em outros pontos da cidade”, disse.  

Na prática, um comitê está tratando de criar canais de divulgação da história da região e dos estabelecimentos, criar roteiros e eventos próprios como promoções e ações conjuntas  entre os participantes para aumentar o fluxo na região.

Desde que foi anunciado o grupo, Feliz e outros membros, tem se defendido de acusações que a proposta seja elitista ou afetada.

Feliz nega que o projeto seja elitista, a começar pelo nome em francês. “Batel é uma palavra francesa que quer dizer ‘barco pequeno’. Toda a ocupação da região se deu há 100 anos em razão do colégio que tem origem francesa e o nome surgiu naturalmente”, disse.

Por fim, ele disse que o objetivo não é excluir ninguém, mas o contrário. “Não é para criar muros ou fosso com jacaré como me provocaram nas redes sociais”, ri. “A ideia é trazer pessoas, para melhorar as condições de convivência, de urbanidade, para que mais pessoas frequentem”.  

Veja alguns dos empreendimentos que fazem parte do “nanobairro” Petit Batel:

 

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