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Parque Lago Azul já foi “praia” dos curitibanos e hoje é programa para as famílias

Parque público no bairro Umbará tem lago, churrasqueiras e restaurante é um dos mais procurados por turistas

  • Sandro Moser
  • 05/01/2019
  • 17:16
Parque Lago Azul já foi “praia” dos curitibanos e hoje é programa para as famílias Vista do mirante do Parque Lago Azul. Fotos: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

O ciclista Fernando Thá Filho, na manhã deste sábado (5), pedalou em uma hora os cerca de 20 quilômetros entre a sua casa no bairro Santa Quitéria e o parque Lago Azul, no Umbará.  “Nunca tinha vindo aqui. É bonito até em dia de mau tempo. Valeu a pena”. Ele conta que ficou sabendo do parque lendo esta matéria no Guia da Gazeta do Povo.

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Quem também acordou cedo para curtir a tranquilidade do parque foram os integrantes da família Machado. Em cerca de 30 pessoas eles ocuparam duas das nove churrasqueiras do espaço para a confraternização de início de ano. Nos finais de semana, as churrasqueiras são muito concorridas e é preciso chegar cedo para a fila de espera por ordem de chegada feita pelo módulo da guarda municipal.

“Nós chegamos às 7 de manhã para garantir a churrasqueira. Aqui é um lugar de paz e tranquilidade ideal para curtir com a família”, diz Elza Sousa Machado.

Para quem não conhece, o Parque Lago Azul fica entre os bairros Ganchinho e Umbará, na Rua Colomba Merlim, próximo a igreja do Umbará. Apesar de distante do centro, o parque é um dos mais procurados em Curitiba por internautas no Instituto Municipal de Turismo (IMT)

A área de 12 mil hectares metros quadrados era uma antiga propriedade da família Segalla que, nas décadas de 1960 e 1970, a explorava como um parque privado que era uma espécie de “praia” das famílias curitibanas.  

Naquele tempo, o acesso ao litoral não era tão fácil e a maioria dos parques, incluindo o Barigui que foi criado em 1972, sequer existia. Assim, famílias da cidade inteira se reuniam para pescar, tomar banho no lago, fazer piquenique.  

A área do Lago Azul foi adquirida pelo município em 2007 e transformada em parque em 2009, durante a gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB).  O parque é frequentado por aproximadamente 10 mil pessoas nos fins de semana, de acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Hoje os frequentadores têm à disposição trilhas para caminhada, mirante, parquinho infantil, academia da terceira idade, quiosques com churrasqueiras, campos de futebol, estacionamento, banheiros e fraldário.

O mirante de madeira no ponto mais alto do parque que proporciona vista geral do lago e é cenário para incontáveis selfies dos visitantes.

Bistrô

A antiga casa da família Segalla foi transformada em bistrô Lago Azul. Administrada pelo empresário Sandro Fragoso desde o dia da abertura do parque a casa serve aos sábados buffet de feijoada a R$ 25, além de pratos à la carte. O carro- chefe é o Filé Completo do Sandro: um grande filé de alcatra com fritas, arroz, salada mista e farofa. A porção generosa serve três pessoas.

“Recebemos muitos turistas e muitos clientes de outros bairros distantes da cidade. A gente cuida para que tudo saia perfeito. Gosto de brincar com os clientes que se tiver alguma problema no prato eu jogo no lago e faço outro. Mas nunca precisou”, diz em tom de brincadeira o empresário.

Depois, falando sério, elogiou o cuidado recente que a prefeitura teve na jardinagem e manutenção do parque que recebeu um alto de natal no início de dezembro quando foi instalado um presépio em tamanho natural na antiga casa de moinho dos Segalla.

Este domingo (6) é o último dia para visitar o presépio.  

Chegar ao Parque Lago Azul não é tão fácil. Para quem não for pedalando ou for morador do Umbará. Quem vai de carro pode deixá-lo no estacionamento do parque que tem capacidade reduzida (cerca de 25 vagas).  Há outros estacionamentos privados na rua Colomba Merlim e arredores que cobrem entre R$ 10 e R$ 15 a hora.

Acesso

Quem opta por deixar o carro em casa e partir do Centro deve embarcar no ônibus Pinheirinho/Carlos Gomes (Linha Verde), na Rua Lourenço Ponto. No Terminal do Pinheirinho, é preciso pegar as linhas Ganchinho ou Umbará. Ambas seguem pela Rua Nicola Pellanda. O desembarque deve ser feito na esquina com a Rua Colomba Merlin, que fica a 250 metros da entrada do Parque Azul.

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