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Ozzy se despede dos grandes shows em noite com solo de 20 minutos

Ao lado de uma banda muito boa, Ozzy fez o que o povo esperava. Clássicos atrás de clássicos para uma plateia de convertidos ao seu sacerdócio de 50 anos

  • Sandro Moser
  • 16/05/2018
  • 22:48
Ozzy se despede dos grandes shows em noite com solo de 20 minutos Ozzy quando passou por Curitiba em 2015. Foto: Marcelo Andrade / Arquivo Gazeta do Povo

Se a última impressão é a que fica, Ozzy Osbourne vai deixar na memória dos 12 mil fãs que viram o show na noite desta quarta-feira (16) na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, o gosto bom de ter visto um mestre. Um homem que ajudou a criar e é o maior nome de um gênero que mudou a música, o heavy metal. Ao lado de uma banda muito boa, Ozzy fez o que o povo esperava. Clássicos atrás de clássicos para uma plateia de convertidos ao seu sacerdócio de 50 anos.

Ozzy Osbourne é pontual. O show começou às 21 horas, como o previsto, com uma rapsódia de fotos da vida e da carreira de John Michael Osbourne até se tornar Ozzy no telão com uma grande cruz no centro. A primeira música foi Bark at The Moon. Neste momento a Pedreira enlouqueceu. 

Setlist do show do Ozzy.

A música foi o primeiro dos muitos hits que Ozzy mostrou. O show foi a saideira do músico que está rodando o mundo com a turnê chamada No More Tours 2, anunciada como a última grande de sua caminhada pelo show biz. O artista mostrou ainda outros clássicos do Black Sabbath e da carreira solo.

O guitarrista Zack Wylde, de volta à banda de Ozzy, foi um show à parte. Wylde é a mistura do metaleiro ‘bad’ com o melhor folk rock americano. Um personagem e um músico de primeira. Guitarra perfeita do metal. 

A banda por sinal é toda ótima, algo que Ozzy sempre primou por fazer para completar seu estilo muito peculiar. Aos 69 anos, o músico faz todas as suas evoluções costumeiras. Correu no palco, jogou água na galera, se descabelou e fez polichinelos. Um pouco mais devagar que o de costume, mas ele é o grande sobrevivente do rock pesado. O povo ama Ozzy.

No solo de War Pigs, Wylde desceu no meio da galera e fez seu número. Foi talvez o momento mais filmado da história da Pedreira. A banda, aliás, depois era pura e fez um longo período solo enquanto Ozzy recarregava as energias para a parte final do show. Todo este solo da banda teve duração de quase 20 minutos.

Crazy Train foi o auge antes do bis com Paranoid, a maior canção do rock pesado. Não havia jeito de terminar melhor.

Se for mesmo a despedida - poderia muito bem trazer seu festival Ozzfest para a Pedreira - Ozzy sai por cima com um show irretocável de clássicos e sua energia única. Ozzy deu a seu povo o que ele queria. Obrigado por tudo, Ozzy.

*A foto usada nesta reportagem é do último show de Ozzy em Curitiba no ano de 2015. Em 2018, a produção do cantor não autorizou a entrada de fotógrafos e não divulgou fotos oficiais da apresentação.

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