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“O Filho Uruguaio” é destaque no Festival Varilux de Cinema Francês

Saiba mais sobre o filme e conheça a programação do festival que acontece até o dia 5 de julho

  • Sandro Moser
  • 20/06/2017
  • 13:24
“O Filho Uruguaio” é destaque no Festival Varilux de Cinema Francês Foto: Divulgação.

“O Filho Uruguaio” aborda de formas mais ou menos sutis temas que vão da maternidade a dificuldades de comunicação, passando por um elogio da vida simples. O filme é um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês 2017, em cartaz até o dia 5 de julho, em Curitiba no Espaço Itaú de Cinema (até o dia 21) e, na próxima quinta-feira (22), passa ser exibido pelo Cineplex Batel. Ambos os cinemas dão 50% de desconto para assinantes da Gazeta do Povo.

Na história, a francesa Sylvie (Isabelle Carré) viaja ao Uruguai atrás do filho sequestrado há anos pelo pai uruguaio depois da separação do casal em Paris. A ideia da mãe é sequestrar o jovem de volta e, para tanto, ela conta com a cumplicidade de um assistente social, Medhi, vivido pelo ator franco-argelino Ramzy Bedia. Astro de comédia em séries de tevê e no cinema popular da França, Ramzy faz uma grande atuação em seu primeiro papel “sério” num filme importante.

É Mehdi quem encontra o jovem Felipe (Dylan Cortes), na cidade de Florida, no interior do Uruguai. O drama surge quando a mãe descobre que o menino está sendo criado pela tia — o pai morreu em um acidente — e vive feliz e integrado à vida da família na cidadezinha idílica.

A trama parece simples como a modorrenta vila uruguaia onde ela se passa, mas o enredo esconde algumas discussões políticas e de comportamento importantes nos dias de hoje — como, por exemplo, os limites da globalização.

Contramão

“O Filho Uruguaio” é o segundo longa-metragem de ficção do documentarista Olivier Peyon, de “Como Eu Odeio Matemática” (2013).

Integrante da delegação de atores e diretores que veio ao Rio de Janeiro na semana passada para divulgar os filmes do Varilux, Peyon disse que sua ideia inicial era de rodar o filme na fronteira do Brasil com a Argentina.

O diretor conta que a história se passaria originalmente no Brasil. “O roteiro foi escrito para que fosse ambientado todo na Argentina, perto das Cataratas do Iguaçu”, diz o cineasta. “Mas então conheci Florida e me encantei. Mudei a história, e acabamos filmando apenas no Uruguai por causa dos custos”.

No período que os pais do menino iniciaram o romance em Paris, na virada do século 21, muitos países da União Europeia incentivaram a migração de jovens sul-americanos com uma narrativa otimista centrada em direitos humanos e integração que “encurtaria as distâncias”. 

Mais de uma década depois, os discursos oficiais dos mesmos países mudaram — agora falam da necessidade da permanência e contribuição dos migrantes em seus países de origem e da criminalização das migrações ilegais.

O tema é um detalhe da narrativa principal, num roteiro que foge com êxito de clichês e sentimentalismos. Mas, ao fim, ajuda a compor o pequeno poema de elogio à vida. Ainda que seja em um paraíso perdido na periferia do mundo.

**O repórter viajou a convite do Festival.

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