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Nathalia Timberg vive Chopin em peça que chega a Curitiba para duas sessões neste sábado

“Chopin ou o tormento do ideal” tem piano ao vivo com indicada ao Grammy Latino e chega a Curitiba no dias 22 de setembro

  • Aléxia Saraiva
  • 21/09/2018
  • 08:59
Nathalia Timberg vive Chopin em peça que chega a Curitiba para duas sessões neste sábado Nathalia Timberg e Clara Sverner sobem novamente juntas aos palcos, parceria iniciada na peça "33 variações", que abordava a vida de Beethoven. Foto: Divulgação.

“Difícil quem nunca tenha entrado em contato com a obra de Chopin”. O pianista polonês que viveu no século XIX é um dos maiores nomes do romantismo na música clássica e, como ratifica a atriz Nathalia Timberg, suas composições estão entre as mais conhecidas do gênero. Timberg que o diga: ela dá vida ao músico na peça “Chopin ou o Tormento do Ideal”, que chega a Curitiba para duas sessões no dia 22 de setembro, no Guairinha.

Os textos interpretados pela atriz vão além de um recorte de 20 anos na vida do compositor: o roteiro engloba cartas de George Sand e declarações e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux, reconstruindo uma grande atmosfera romantista contemporânea aos artistas. Para completar, a peça acompanha as próprias composições de Chopin, tocadas pela pianista Clara Sverner — indicada ao Grammy Latino em 2008 e em 2011 por discos em que toca Mozart e Chopin.

Em entrevista ao Guia Gazeta do Povo por telefone, Timberg explicou que o interesse em produzir essa peça era continuar sua parceria com Sverner, que nasceu no trabalho “33 Variações”— peça que aborda a vida de Beethoven. “Do nosso convívio e prazer enormes que estávamos tendo, deu vontade de continuar essa parceria, e me veio às mãos essa peça, que era para um pianista e um ator, e encantou: a mim, a Clara, a Possi [José Possi Neto, diretor], e ao público, porque a emoção que invade a todos é muito grande”, afirma. “Eu não sei se nós estamos num momento do país em que as pessoas estão com a sensibilidade muito carente, mas o público se comove aos prantos”.

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Legado sensível e eterno

O texto original é do francês Philippe Etesse, interpretado pela primeira vez em Paris, em 1987, e foi traduzido por Timberg para a versão brasileira. “A figura de Chopin mexe com o imaginário das pessoas pela sua história e pelo que ele deixou”, explica a atriz. O pianista, radicado francês, morreu de tuberculose com apenas 39 anos. O roteiro traz à tona problemas e angústias do artista, indo além de sua mera história.

Apesar de breve, a vida de Chopin deixou um legado permanente. “Tem um comentário do pianista Robert Schumann que diz que, enquanto Chopin viveu, a alma da música andou pela Terra”. Segundo a atriz, esse é o tipo de obra que permanece através dos séculos, assim como a de Da Vinci, Renoir ou Beethoven. “Uma obra de beleza é uma alegria eterna. Eles parecem eternos, nós é que não somos”.

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