Até a semana passada, (mais precisamente, até o dia 30 de julho), a exposição Circonjecturas, do artista plástico Rafael Silveira já tinha sido visitada por cerca de 90 mil pessoas. 

Este número coloca a mostra em cartaz há menos de quatro meses, desde meados de maio, entre as mais visitadas da história do Museu Oscar Niemeyer (MON). Ela fica, por exemplo, ao lado de exposições que tiveram repercussão internacional, como a da artista mexicana Frida Kahlo (2014) e a que celebrou o centenário do arquiteto Vilanova Artigas (2016).

As pinturas, instalações e esculturas do artista ocupam uma sala de 500m² no MON. A mostra teve curadoria do paulistano Baixo Ribeiro, fundador da galeria Choque Cultural, que representa Silveira.

Exposição pensada para o público

O sucesso de público da mostra pegou o artista de surpresa. “Eu esperava uma boa repercussão, mas nada com esta dimensão”, reconhece. Para ele, o mais surpreendente foi a abrangência do público: desde “crianças que iam ao museu pela primeira vez e até pessoas mais velhas e com outra bagagem intelectual. [A exposição] foi vista por quem tem um paladar de cultura pop até o underground”, avalia.

Silveira explica que a curadoria da exposição foi “pensada para o público e não apenas para os especialistas de arte contemporânea. Talvez por isso, tanta gente se sentiu bem recebida na mostra”.

Com influências da cultura pop e do surrealismo, parte dos quadros e esculturas tem um conteúdo interativo e são atraentes e perturbadores com a dose certa de bom humor.

Nesta quinta-feira (3), Silveira fará uma visita pela exposição a convite da direção do MON. A visita já tem centenas de confirmações e, por isso, Silveira pretende transmitir o evento ao vivo em sua conta na rede social Instagram.

Quem é Rafael Silveira?

Nascido em Paranaguá, mas radicado em Curitiba desde a infância, Silveira, de 38 anos, começou Educação Artística na Universidade Federal do Paraná, mas graduou-se em Publicidade e Propaganda. Trabalhou em agências de publicidade até colocar seu nome no circuito de arte nacional ao desenhar a capa do disco Estandarte, da banda mineira Skank. Desde então, ele dedica-se totalmente ao seu trabalho como artista plástico ao lado de sua esposa e colaboradora, a artista plástica Flávia Itiberê.

Depois do sucesso "jogando em casa", Silveira pretende viajar com a exposição, que será desmontada na segunda-feira (7). “Parte das obras volta pras coleções provadas e algumas voltam para meu acervo particular. A exposição virou um repertório importante para mim e eu tenho interesse em levá-la para outros espaços, mas isso é algo que não depende apenas da minha vontade”.