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Museu egípcio em Curitiba tem múmia de quase 3 mil anos

Um dos maiores acervos egípcios do país está aqui no Paraná, e com sua própria múmia particular

  • Giovanna Tortato, especial para a Gazeta do Povo.
  • 11/01/2018
  • 10:11
Museu egípcio em Curitiba tem múmia de quase 3 mil anos A múmia egípcia Tothmea viajou o mundo antes de chegar em Curitiba. Fotos: Letícia Akemi / Gazeta do Povo.
Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz Museu Egípcio Rosa Cruz

Apesar de ser um dos pontos favoritos de turistas e receber passeios escolares quase que diariamente, o Museu Egípcio Rosacruz não é tão conhecido por muitos curitibanos. No bairro do Bacacheri, próximo ao parque de mesmo nome, é difícil passar batido pelas fachadas exuberantes do setor egípcio do museu e da sede do Museu Rosacruz, que ficam uma em frente a outra na Rua Nicarágua.

Criado em 1990, o Museu Egípcio tem um acervo de cerca de 700 objetos, entre réplicas de objetos egípcios doados pelo artista Eduardo D’Ávila Vilela e outras peças. Entre os artigos estão máscaras funerárias, vasos, tumbas e estatuetas. Mesmo o prédio que abriga o museu tem a forma de uma mastaba, uma espécie de tumba construída durante o período do reino antigo. Já o Museu Rosacruz apresenta objetos recebidos pelos três Grandes Mestres da Ordem Rosacruz (AMORC), além de informações sobre a história da instituição.

Exposições permanentes

As exposições fixas do Museu contam o cotidiano do antigo Egito, do período pré-dinástico até o fim do período faraônico. São três salas: a primeira sala traz a ideia de concepção do mundo e da vida após a morte dos egípcios, na segunda sala o foco é a vida do campo, a escrita, as construções e os cuidados com o corpo. Por último, na sala três, o visitante encontra imagens dos faraós, com objetos que pertenceram aos reis-divindades e materiais de guerra, como flechas e escudos. Vale lembrar que todas as peças ex­­postas são réplicas de objetos ar­­queológicos que estão em museus na Europa e no Egito.

Foi em 1995 que o museu recebeu, por meio de uma doação da sede do Museu Egípcio Rosacruz da Califórnia, nos Estados Unidos, sua maior atração: a múmia egípcia Tothmea, datada em mais de 2,7 mil anos. Mas ela não é a única, a múmia andina Wanra, foi doada ao museu em 2009, passando a integrar parte da exposição apenas em 2013. Segundo arqueólogos, ela foi uma criança da região dos Andes, no Chile, e teria falecido com menos de 3 anos de idade.

A múmia Tothmea

A múmia egípcia Tothmea viajou o mundo antes de chegar em Curitiba. Inicialmente, foi dada como um presente ao secretário americano Samuel Sulivan Cox, durante uma visita ao Egito em 1885. Depois, ela foi adquirida pelo diretor do Museu George West, em Round Lake. Foi nessa época que foi desenfaixada e, por isso, teve os pés quebrados. Quando o museu fechou, a múmia acabou em um celeiro e em seguida em um porão, onde um objeto caiu em sua face e alguns ossos se quebraram. Conta-se que nessa época crianças e moradores locais usavam a múmia, real e muito delicada, como decoração para festas de Halloween e para pregar peças nas pessoas mais medrosas. Finalmente, em 1897, Tothmea foi adquirida pelo Museu Rosacruz de San José, na Califórnia, sua última casa antes de vir para o Brasil quase 100 anos depois.

Apesar de já ter sido muito estudada, não se tem certeza de sua origem. O que os pesquisadores sabem é que ela não era da nobreza, provavelmente uma musicista ou cantora, e nem se tem certeza do seu nome real. Tothmea foi um apelido dado por um arqueólogo inspirado pelo deus egípcio Toth. Atualmente, a múmia está em uma câmara inspirada nas tumbas da 18.ª dinastia egípcia. A sala tem uma iluminação especial e as paredes são cobertas por pinturas com imagens relacionadas à crença na vida após a morte.

Em janeiro, excepcionalmente, o Museu Egípcio e Rosacruz funcionará em horário especial: Terça a Sexta-feira das 8h às 12h e das 13h às 17h30; nos sábados das 10h às 17h; não abrirá aos domingos e às segundas-feiras.

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