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Ingressos de 4 shows dos Mulheres Negras em Curitiba se esgotam em poucas horas

Há porém uma alento, nos concertos na Caixa Cultural, se o comprador não chega até o horário marcado, os ingressos são revendidos no ato

  • Sandro Moser
  • 12/01/2018
  • 16:03
Ingressos de 4 shows dos Mulheres Negras em Curitiba se esgotam em poucas horas André Abujamra e Maurício Pereira: Os Mulheres Negras. Foto: Gal Oppido / Divulgação.

Foi em Curitiba, em 2010, que, meio clandestinamente, os Mulheres Negras se reuniram após quase 20 anos fora de cena. A “menor big band do mundo”, na verdade o duo formado pelos músicos André Abujamra e Maurício Pereira criada em 1985 tinha acabado seis anos depois.  

Foi meia década ruidosa em que a dupla fez a música mais inovadora de seu tempo. Pereira e Abujamra seguiram cada qual o seu caminho, mas de quando em quando, tem revivido o projeto para shows especiais. Neste fim de semana serão três em Curitiba.

Os ingressos foram concorridos esgotaram no domingo passado e passaram a ser artigo cobiçado no mercado negro das redes sociais. Há porém uma alento, nos concertos na Caixa Cultural, se o comprador não chega até o horário marcado, os ingressos são revendidos no ato.

Veja abaixo quatro motivos que tornam os concertos imperdíveis:

1) O pop do Mulheres Negras tira “arte da quinquilharia”

A mistura de estilos e referências e a capacidade multimusical de cada um do Mulheres Negras pode no primeiro momento parecer sofisticada e difícil, mas o que o duo faz é pop brasileiro da melhor qualidade. Por telefone, de São Paulo, Maurício Pereira defende a riqueza do pop rasgado. “A gente tem preconceito de achar que o pop é comercial sem conteúdo. A linguagem do pop é riquíssima, mesmo a do mais comercial. Pensamento musical de ponta está ali. Você pode pegar coisas simples do pop e ficar pirando. Fazer arte a partir de quinquilharia”.

2) Pereira e Abujamra estão em ótimo momento em suas carreiras

Um dos pilares da dupla, o Abujamra acaba de gravar seu projeto mais ambicioso. Ele gravou com artistas de 14 países de continentes como África e Europa o álbum Omindá – A união das almas do mundo pela água, seu quinto álbum solo mantendo o tom globalizado de seu trabalho. Já Pereira foi “redescoberto” como uma das principais influências por nomes da nova geração da MPB como Meta Metá e Kiko Denucci.  

3) O duo antecipou o pop em três décadas

Muito do que aconteceu no pop nos anos seguintes já estava no ideário do Mulheres Negras. Os crossovers caóticos entre gêneros diferentes, a música eletrônica, as releituras do passado, os elementos da cultura pop, a formação enxuta quando as bandas eram grandes e analógicas. Modestamente, Pereira não concorda: “A gente não antecipou nada. A gente prestava atenção no nosso tempo”.

4) Profissionalismo "porra-louca"

A irreverência teatral e bem humorada das canções e posturas do Mulheres Negras sempre os precedeu, porém, o duo já nasceu com um grau de profissionalismo fora do comum para os padrões brasileiros.  Desde o início o duo era uma microempresa com nota fiscal, caixa postal, empresário e produtor. “Parecíamos uns porra-loucas (e éramos um pouco), mas sempre profissionais. Tanto eu quanto o André levamos isso para nossas carreiras”, lembra Pereira.

Segundo o músico, o mais importante que o Mulheres Negras fazia era “cuidar do show como um espetáculo”. “Mesmo se não houvesse muita condição técnica, os shows tinham uma luz, um roteiro um figurino. Uma postura cênica”, disse.

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