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Festival de cinema francês troca questões sociais por romances

Festival Varilux de Cinema Francês 2017, com 18 produções em cartaz, traz romance aos cinemas

  • Sandro Moser
  • 20/06/2017
  • 09:00
Festival de cinema francês troca questões sociais por romances Catherine Deneuve e Catherine Frot em cena de “O Reencontro”. Foto: Divulgação.

Com poucas produções de temática política ou social e muitos dramas e comédias falando sobre relacionamentos amorosos, a seleção de filmes do Festival Varilux de Cinema Francês 2017 começou será exibida em Curitiba até o dia 5 de julho.

Dedicada exclusivamente ao cinema francês dos últimos dois anos (2016 e 2017), a maratona é composta por 18 produções inéditas nos cinemas brasileiros e um clássico “Duas Garotas Românticas” (1967), de Jacques Demy.

Leia também: oito filmes do Festival Varilux de Cinema que você não pode perder.

Em sua oitava edição, o Varilux programa quatro filmes a mais que a edição de 2016. Neste ano, aumentou também para 55 o número de cidades, cinco a mais do que no ano passado.

Na festa de abertura do festival, no Cine Odeon, do Rio de Janeiro, o diretor do festival Christian Boudier disse que esse aumento não é por acaso. “O Varilux quer ser e caminha para se tornar o festival de filmes franceses mais importante do mundo”, diz.

Atualmente, a primazia cabe a uma mostra anual que acontece na Austrália, mas Boudier planeja ocupar o primeiro posto dentro de pouco tempo.

A seleção deste ano traz desde comédias com a típica irreverência à francesa, filmes românticos a dramas densos sobre temas como luto e separação.

Com algumas exceções, como o documentário “Amanhã” ou o drama “O Filho Uruguaio”, temas sobre a tensão política que ronda a Europa e França atualmente não são, como podia se esperar, parte do menu principal da mostra.

Isto porque o festival trabalha com filmes das principais produtoras e distribuidoras comerciais da França. Boudier disse que o tema é, sim, presente no cinema francês atual, mas que os distribuidores e o público têm demonstrado um interesse menor.

“Acho que a realidade é tão pesada, com atentados, política, problemas com imigração, refugiados e corrupção, que as pessoas estão fartas. Talvez, os cineastas queiram sair disso, pois é difícil convencer as pessoas a ir ao cinema para ver as mesmas histórias e imagens que veem em casa todas as noites nos telejornais”, disse.

Realidade virtual

No Rio de Janeiro e em São Paulo, o Festival Varilux trouxe pela primeira vez ao Brasil uma mostra de filmes franceses com tecnologia de realidade virtual.

O formato já está na rota dos grandes festivais de cinema — como o de Cannes, que neste ano viu “Carne e Areia”, de Alejandro González Iñárritu.

A curadoria da mostra de realidade virtual foi feita pelo diretor Michel Reilhac. Um dos filmes em 360º é do próprio Reilhac, chamado “Viens!”, com temática erótica, causou frisson nos primeiros dias do festival.

Ele acredita que essa tecnologia se tornará uma nova tendência. “A minha esperança é que a gente aprenda rapidamente como a realidade virtual pode ser uma forma fantástica de compartilhar experiências que não seriam possíveis no mundo real, mas não como uma substituição de todas as coisas que não podemos fazer fisicamente”.

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