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Fábio Rabin ri das próprias desgraças em novo show

Comediante traz a Curitiba espetáculo “Tá Viajando” e conta como ri de si mesmo para ganhar a plateia

  • Sandro Moser
  • 12/08/2017
  • 10:00
Fábio Rabin ri das próprias desgraças em novo show Fábio Rabin faz rir com suas viagem e tragédias. Foto: Divulgação.

“Cada desgraça que me acontece, agradeço a Deus. Vira tudo material de comédia. Desde que não nada muito pesado”, brinca o comediante Fábio Rabin. O humorista apresenta seu novo show de stand up comedy Tá Vajando neste domingo, às 20h, no Teatro Bom Jesus, em Curitiba.

O roteiro do espetáculo se concentra nos "perrengues" que Rabin passou em suas andanças pelo Brasil fazendo apresentações e também nas viagens familiares, com a mulher e a filha pequena. Tem também casos inspirados na observação das coisas do cotidiano que as pessoas chamam de “viagem”, mas os humoristas transformam em piada.

“Tem muitas piadas sobre o casal viajando, é uma coisa louca: os casais viajam juntos para salvar o relacionamento, descobrir coisas novas, experimentar. Na vida real, porém, é tudo uma complicação. Tem que lidar com a cultura local e com a desgraça de que a relação continua a mesma droga, só que em outro país e tudo fica ainda mais difícil”.

“Autossacangem” como estratégia

Recém-desligado do elenco no Pânico na TV, Rabin conta que este novo show é bem diferente do que trouxe a Curitiba em maio, sua última apresentação aqui. “O show está formatado, com os textos desenvolvidos e finalmente, redondinho. Se bem que comediante não para, transforma o show em movimento”.

O artista reconhece que sua maior qualidade é a capacidade de rir de si mesmo, algo que é tradicional no humor judaico e que Rabin incorpora naturalmente.

“Minha escola no stand up fala muito de si mesmo, para você tentar construir uma persona no palco. Quando você me vê na apresentação, pensa que sou eu mas o Fábio do cotidiano faz coisas banais, pega a filha no colégio, fila do banco. Não é um cara interessante o suficiente para você pagar para ver no palco”, explica.

No palco, a transformação passa por rir das próprias derrotas e defeitos para só então poder apontar para os alheios. “Você não ganha a simpatia da plateia se você entrar falando mal de alguém; seja do Temer, do Lula ou do Trump. Primeiro é preciso sacanear a si mesmo pra depois fazer o mesmo com os outros. Como se o público te desse uma autorização”.  

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