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No MON, exposição interativa tem sorvete gigante e caráter ilusionista

Paranaense propõe visões distintas sobre mesma obra e discute mudanças sobre diferentes aspectos da vida

  • Bruna Covacci
  • 19/06/2017
  • 14:21
No MON, exposição interativa tem sorvete gigante e caráter ilusionista O sorvete é um dos atrativos da exposição. Foto: Estúdio Ernst Photography.

A exposição “Circonjecturas”, do artista plástico Rafael Silveira, é um sucesso de público no Museu Oscar Niemeyer. As obras interativas atraem crianças, jovens e adultos – assim como o público não tradicional de museus. Todos querem fazer fotos na instalação do sorvete gigante e em frente ao carrossel de cavalos.

O nome da mostra é a junção das palavras circo e conjecturas. Etimologicamente, circo é um local onde era realizado um espetáculo, uma representação e algo de caráter cênico. Conjectura diz respeito às possibilidades infinitas do universo das coisas imaginárias. “É um universo de ideias e formas de representar algo. É uma licença poética para explicar um conceito abstrato”, explica o artista.

O percurso é sugerido intencionalmente, com direito a entrada e saída. “No que você chega dá de cara com uma espécie de portal que precisa atravessar. A intenção é que, ao passar pelas cortinas, o espectador deixe para trás a realidade e possa emergir no universo da exposição”. Para Silveira, é como se o expectador passasse por uma hipnose, entrando no mundo dos sonhos. “Basta atravessar o corredor para entrar em outra dimensão”, diz.

Entre as 50 obras inéditas, as molduras se transformam em objetos e, de repente, a pintura sai da tela e vira um objeto: uma planta ou um objeto arquitetônico – uma espécie de sofá em forma de sorvete. “O sorvete é um ícone recorrente na minha obra. É uma representação de urgência. A partir do momento em que ele é colocado numa casquinha ele derrete na sua mão”, explica. Para o artista, é uma metáfora com coisas efêmeras como o tempo e a vida. Ao mesmo tempo, na exposição, o sorvete pode ser usado como um sofá, para contemplar as pinturas ao redor. “É um contraponto entre a urgência e a contemplação”.

Muitas visões

“Os olhos são como pensamentos diferentes diante de uma mesma paisagem: cada um deles enxerga algo diferente”, diz. Para Silveira, o mundo é muito mais do que uma pessoa só pode enxergar: “Tudo é questão de interpretação. Não existe uma realidade sólida e imutável”.

Bordados

Os bordados são uma categoria nova no trabalho do artista e foram desenvolvidos em parceria com a artista têxtil Flávia Itiberê. “Nossa convivência fez com que a indumentária passasse a fazer parte da minha narrativa. Eu a compreendo como forma de expressão”, diz. De forma natural e orgânica, os bordados são fruto de experimentos que os dois fizeram entre as áreas. “É um bordado, mas não é tradicional. Eles têm pontos misturados e inventados”, finaliza.

 

 

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