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Filme do primeiro super-herói brasileiro estreia no dia 18 de outubro

Criadores de “O Doutrinador” contam em Curitiba como foi criar o primeiro super-herói nacional dos cinemas

  • Guilherme Grandi
  • 04/09/2018
  • 14:49
Filme do primeiro super-herói brasileiro estreia no dia 18 de outubro O Doutrinador será interpretado nos cinemas pelo ator Kiko Pissolato. Painel sobre o filme será dia primeiro de setembro no Geek City 2018. Foto: Divulgação.

Cinco anos depois da série de protestos que movimentou a política do país, um super herói surge para fazer justiça com as próprias mãos. Assim segue o roteiro do filme O Doutrinador, o primeiro filme do gênero feito no Brasil e que estreia no circuito comercial no dia 18 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições.

O longa é derivado do quadrinho homônimo criado em 2013 por Luciano Cunha, que começou a divulgar as tirinhas do super-herói pelas redes sociais. Participando da feira Geek City em Curitiba, neste sábado (1), ele contou que a história não é tão nova, mas que foi só a partir dos protestos que ele conseguiu viabilizar o projeto.

A adaptação dos quadrinhos para o cinema começou em 2016, e toda a produção custou R$ 15 milhões. Além do filme, O Doutrinador também terá uma série exibida no canal Space a partir de 2019.

“O quadrinho original foi criado em 2008 com o nome de O Vigilante, mas nenhuma editora do país quis comprar a ideia antes. Foi só em 2013, com as redes sociais, que eu consegui passar a divulgar a história”, conta. De lá para cá, as três edições lançadas esgotaram, e a última já está disponível para venda.

Luciano e Gabriel Wainer, responsáveis pela adaptação para o cinema, contam que não explicitam nos quadrinhos e na adaptação para o filme quem são os personagens políticos que o super-herói faz justiça, mas que tiveram de se cercar de uma equipe jurídica para poderem divulgar o trabalho sem muitos problemas. “Já fomos processados pelas histórias, a carapuça serviu para algumas pessoas”, diz.

Luciano Cunha e Gabriel Wainer contam no Geek City como foi a produção do longa O Doutrinador. Foto: Matheus Nascimento/Gazeta do Povo.

Pé no chão

Ao contrário dos super-heróis mais conhecidos do cinema, o Doutrinador é mais pé no chão, pois não voa e não tem habilidades muito especiais que vão além das capacidades humanas. Luciano Cunha conta que as táticas dele são aquelas que as pessoas conseguem fazer, com lutas e estratégias.

“Ele foi feito para ter este tipo de combate, para a realidade do país”, completa o roteirista.

O super-herói (ou anti-herói, como eles chamam) é vivido pelo ator Kiko Pissolato, escolhido após uma longa seleção de elenco. Mas não foi uma escolha à toa. “Além de ator, ele também é lutador, capoeirista, já era atleta, fez luta, educação física, tem o porte para viver o personagem”, explica o designer gráfico, que acompanhou de perto toda a adaptação para o cinema.

Quem assistir ao filme vai perceber o quanto o personagem é diferente dos grandes estúdios, como Marcel e DC. Saem as roupas coladas, espadas e escudos, e entram o macacão preto, a máscara com olhos vermelhos, a máscara de gás e uma respiração ‘a la Darth Vader’.

Wainer conta que apesar da produção com uma grande empresa brasileira, O Doutrinador foi feito de uma forma totalmente independente e com pouco dinheiro. “A gente conseguiu driblar o baixo orçamento para poder fazer algo com a nossa cara”, diz.

Eles contaram que o atual momento político do país, polarizado e perto das eleições, está perto de precisar de um herói assim. Mas que esperam que isso não aconteça, que a atual situação se resolva como deve: “nas urnas”, completa Gabriel.

Primeiro super-herói

Se considerar a atual fase da produção cinematográfica brasileira, O Doutrinador é o primeiro super-herói do país. No entanto, Luciano Cunha contou que houve um outro personagem similar na década de 1970.

“Houve um filme chamado Judoca, de 1973, mas que se perdeu e não foi pra frente. É um filme muito obscuro, feito a partir de um quadrinho que fez muito sucesso na época e que mais teve edições publicadas no país, claro, excetuando os quadrinhos da Turma da Mônica”, conta. Foram mais de 160 edições lançadas, mas a película em si praticamente desapareceu.

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