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Devendra Banhart abre temporada dos grandes shows de setembro em Curitiba

Músico que toca nesta quarta-feira (13), na Ópera de Arame, falou sobre seu amor pelo Brasil e a beleza das músicas melancólicas

  • Sandro Moser
  • 13/09/2017
  • 10:11
Devendra Banhart abre temporada dos grandes shows de setembro em Curitiba O músico Devendra Banhart se apresenta na Ópera de Arame nesta quarta-feira (13). Foto: Divulgação.

Para o cantor e compositor Devendra Banhart, que abre nesta quarta-feira (13),às 21h, a temporada de shows internacionais neste mês de setembro em Curitiba, está bem claro o papel de cada um no concerto: “Quanto ao público, basta que eles venham com seus melhores sapatos para dançar e seu ceticismo. Eu vou entrar com meus movimentos ridículos de dança e nós, a banda, finalizamos com nosso amor incondicional”.

O cantor vem ao Brasil divulgar seu nono álbum, Ape in Pink Marble, e fará quatro shows no Brasil com a assinatura da festa Popload Gig, Além de Curitiba, a turnê passa por Recife, Salvador, São Paulo.

Será a primeira vez de Devendra em Curitiba. Nascido no Texas, nos Estados Unidos, o músico foi criado na Venezuela até a adolescência. Seu nome já demonstra que o caldo hippie-nerd fervia em sua casa. 

Seu primeiro nome é um sinônimo para o nome do deus hindu Indra que foi indicado a seus pais por Prem Rawat, líder religioso indiano que eles seguiam no começo dos anos 1980.  Já seu nome do meio é Obi, uma referência ao mestre jedi Obi Wan Kenobi, da saga Star Wars.

Há alguns anos, Devendra abandonou o visual cigano e extravagante do começo da carreira. Seus trabalhos se tornaram mais intimistas e próximos das artes visuais.“Poucas coisas superam a beleza de uma canção melancólica. Mas eu tenho que ser cauteloso, ou vou longe demais nesse negócio de isolamento e tristeza”.

Sempre comparado com outros artistas e definido de formas diferentes (“folk psicodélico”, é um dos rótulos mais usados para seu trabalho), Devendra no fundo, é difícil de classificar. Ele mesmo não se incomoda em não ser compreendido a priori.

Veja o clipe de Saturday Night de Devendra Banhart:

“Ser entendido não é essencial para ser um artista”, disse. Ele cita uma frase de sua canção Saturday Night para seguir filosofando.

“Um dos versos diz: “Please don’t love me because you’re through hating you. (‘Por favor, não vá me amar por estar cansado de se odiar’, em tradução livre)”, conta.

“É sobre o desejo de ser verdadeiramente visto pelo seu amado... algo quase impossível, mas parte do nosso trabalho como seres humanos neste planeta. Se nós pudermos realmente ver as pessoas como elas são na verdade, seria possível que pudéssemos nos amar a todos”.

Fã de Caetano e de outras assombrações

O músico nutre um amor genuíno pelo Brasil que cultiva desde que passou a adolescência na Venezuela. “Eu simplesmente via o Brasil uma vasta terra vizinha exótica e ao mesmo tempo familiar ainda que desconhecido, mas foi coma a música, com o Caetano Veloso em particular, que eu me apaixonei de vez”, conta.

Desde então um de seus passatempos é explorar e descobrir outros “artistas e poetas”, com a companhia de seu amigo do peito Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos). A parceria dos dois é sólida. Devendra participou do primeiro álbum solo do brasileiro, “Cavalo”, e Amarante tocou em três de seus discos, além de tocar na banda de apoio nas apresentações ao vivo de Devendra.

Sobre Curitiba, ele mostra que conhece a geografia da região da Ópera de Arame, aonde irá se apresentar. “Foi uma exigência contratual pra gente tocar: o local precisa ser dentro de uma pequena floresta, deve ser em perto de algum tipo de depósito mineral e se o teatro for mal-assombrado, melhor ainda”, brinca.

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