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Alice Cooper: “As novas bandas são molengas. Lady Gaga é a maior roqueira do momento”

Lenda do rock vem à Curitiba e fala sobre como influenciou Bowie e o Kiss e que foi confundido de magia negra na primeira vez que veio ao Brasil.

  • Sandro Moser
  • 12/09/2017
  • 13:49
Alice Cooper: “As novas bandas são molengas. Lady Gaga é a maior roqueira do momento” Lenda do Rock Alice Cooper adverte seu imitadores: "eu ainda sou o rei". Foto: instagram.

Como um daqueles pregoeiros que circulavam pelas ruas anunciado a chegada de um circo freak à cidade, Alice Cooper sabe vender seu trabalho como poucos. “Meus fãs podem esperar simplesmente tudo. Todos os hits. A guilhotina. A enfermeira louca. O gigante Frankenstein. Todos os efeitos. Um show completo”.

Aos 69 anos, Alice Cooper se refere ao show que fará em Curitiba no próximo dia 23 de setembro, na Live Curitiba. Esta será a segunda vez do padrinho do shock rock em Curitiba, a primeira foi em 2007.  Cooper chega à cidade na leva de artistas que vem dar uma esticada depois de sua apresentação no Rock in Rio 2017, dois dias antes.

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Por telefone, de sua casa em Las Vegas, o lendário astro falou sobre a turnê que fará até dezembro e sobre seu 27º álbum, Paranormal, produzido por Bob Ezrin, que assinou alguns de seus discos nos anos 1970. Nas gravações, Alice Cooper reuniu alguns integrantes de sua banda original. O baterista Larry Mullen Jr, do U2, é um dos convidados.  

“Estou com a melhor banda de turnê que eu já montei. O meu baterista, Glen Sobel, é o melhor do rock n roll. Tenho três guitarristas e todos são ótimos. Nós vamos estourar a cabeça de vocês. Todo mundo vai gostar. Satisfação garantida”.

Pioneiro do shock rock, influenciou Bowie e Marlyn Manson

Poucas pessoas no mundo são verdadeiramente inovadoras em suas áreas. Alice Coooper seguramente é uma delas.

Vincent Damon Funier, ou Alice Cooper, surgiu provocativo no final da década de 1960. Usava um nome feminino e maquiagem. Teatralizava seus shows com violência e humor. Falava de temas tabu e sabia como aparecer e escandalizar a mídia. Principalmente, lançou um punhado de ótimos álbuns.

Muita gente boa relata que se inspirou em Alice Cooper como o Death, Kiss, Rob Zombie, Marlyn Manson e até David Bowie. Muitos passaram a copiar e adaptar seus truques.  “Quando Bowie começou a vir aos shows ele ainda assinava como David Jones”, lembra. 

“Todas estas bandas como Kiss, Twisted Sister e outras, eu as encaro como meus filhos desobedientes. Somos grandes amigos e estou sempre sacaneando eles: 'vocês não podem esquecer que me devem por tudo o que fazem no palco. Lembrem-se: eu ainda sou o rei”, brinca, para depois falar sério.

“Fomos os pioneiros da ideia de que rock e teatro poderiam funcionar bem juntos. E ainda fazíamos bons discos. Desde o começo nossa ideia era fazer o dinheiro do público ter valido a pena. Nossa obrigação é dar o melhor show todas as noites. Assim, você será sempre bem vindo em uma próxima”, ensina.  

Golfe, vampiros e macumba

Hoje Alice Cooper é um senhor abstêmio e bem humorado, convertido ao cristianismo. Treina golfe seis dias por semanas e compete em campeonatos profissionais de golfe. Entre suas turnês, se diverte com a banda Hollywood Vampires (que divide com os amigos Johnny Depp e Joe Perry) e apresenta um talk show diário numa rádio de Las Vegas.

Houve um tempo, porém, em que ele era um dos inimigos públicos dos conservadores. Alice Cooper ri daquela época ao compará-la com a atual.“Hoje, a realidade é mais assustadora que qualquer coisa que eu possa imaginar. Não é mais possível chocar com arte. Ver um dia [o canal de notícias] CNN é mais chocante do que tudo que a gente já fez no palco”.

Desta época ele lembra o frenesi que sua primeira passagem pelo Brasil causou em 1974. Era o primeiro grande show internacional de Rock no país. O primeiro concerto do auditório do Anhembi em São Paulo e registros dos jornais da época falam em mais de 100 mil pessoas presentes.

“No dia seguinte, em um jornal, tinha uma foto minha no palco. Era eu gritando, enrolado na cobra com a maquiagem borrada. Do lado uma palavra que nunca esqueci: macumba. Eu não sabia o que significava. Só depois percebi que as pessoas achavam que eu era um sacerdote vudu”, lembra às gargalhadas.  

"Lady Gaga rocks"

De uma geração que decidiu que não teria patrão depois de ver Elvis e os Beatles na televisão, Alice Cooper costuma criticar à postura das bandas de rock dos últimos vinte anos.“O fogo das bandas novas parece meio apagado. Eles não querem ser rock stars”. Ele cita contemporâneos e gerações mais jovens para provar seu ponto de vista.

“Quando você pensa em bandas como Aerosmith, Rolling Stones, Alice Cooper, Foo Fighters e Green Day sabe que são bandas que sobem ao palco e quebram tudo. Os caras das bandas novas são introvertidos, meio molengas. Não tem aquele fogo que as bandas dos anos 70 tinham”.

E quem teria segundo Alice Cooper ocupado o lugar dos grandes astros do rock? “Os grandes shows do momento, os que falam com o coração do público são de artistas como Kate Perry ou Lady Gaga. Vi um show dela em Las Vegas e me impressionei muito. Ela não faz o tipo diva. Ela é roqueira. Lady Gaga rocks”.

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