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Parque da Barreirinha: oásis esquecido e pouco aproveitado no meio de Curitiba

Coberto de mata nativa e com lagos de águas nascentes, Parque da Barreirinha é oásis “quase secreto” a apenas 9 km da região central da capital

  • Talita Boros Voitch
  • 15/07/2017
  • 15:47
Parque da Barreirinha: oásis esquecido e pouco aproveitado no meio de Curitiba Parque da Barreirinha possui três lagos de águas nascentes. (Fotos: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

Coberto de mata nativa, com lagos de águas nascentes e localizado a apenas 9 quilômetros da região central de Curitiba, o Parque da Barreirinha deveria ser um dos principais destinos dos curitibanos que querem se exercitar ou curtir a natureza, mas isso não acontece. Por desconhecimento ou até esquecimento, o parque recebe poucos visitantes diariamente. Ao contrário do que acontece com seus semelhantes Barigui, Bacacheri e São Lourenço.

A equipe do Viver Bem passou a manhã desta sexta-feira (14), com sol e temperaturas amenas, no parque. Além da repórter, do fotógrafo e do motorista, apenas os gansos, patos e pássaros aproveitavam a área verde de cerca de 275 mil metros quadrados, em pleno coração da Avenida Anita Garibaldi, importante via da região Norte, que começa no Juvevê e cruza os bairros do Ahú, Boa Vista, São Lourenço e Barreirinha até chegar ao Cachoeira, na divisa com Almirante Tamandaré.

Criado em 1959, mas transformado em parque apenas em 1972, o Parque da Barreirinha possui diversos exemplares de árvores de espécies nativas como araucárias, aroeiras, canelas, bracatingas, que circundam seus caminhos. Logo na entrada, há dois salões de festas que são usados para eventos institucionais ou educacionais.

Para as crianças, o parque conta com dois espaços de lazer, um apenas com gangorras, de um lado do lago, e outro com gangorras, escorregador e trepa-trepa, próximo à quadra de areia, onde é possível instalar rede de vôlei. O parque possui ainda um bicicletário e equipamentos para alongamento.

Além de servir de espaço de lazer, a área verde do Parque da Barreirinha é um importante regulador da qualidade do ar da região. Vizinho ao parque está o Horto Municipal da Barreirinha, responsável pela pesquisa e produção anual de cerca de 100 mil mudas de árvores ornamentais e frutíferas de espécies nativas de Curitiba.

Problemas

Entre os equipamentos disponíveis para uso da população, há 10 quiosques com churrasqueiras, mas a maioria está em péssimas condições. Dois quiosques estão completamente inutilizáveis, já que a estrutura que segura o telhado desmoronou e há telhas por todo o chão. Outros estão com as mesas quebradas ou até sem mesas. A maioria está pichada.

A ausência de visitantes passa sensação de insegurança, principalmente para quem quiser aproveitar o espaço sozinho. Durante todo o tempo que a reportagem ficou no parque, a Guarda Municipal de Curitiba não passou nenhuma vez para rondas de rotina. Também não houve nenhum outro tipo de policiamento.

A prefeitura de Curitiba informou, por meio da assessoria de imprensa, que a Guarda Municipal faz rondas motorizadas (viaturas e motocicletas) constantes pela região do Barreirinha, incluindo o parque, mas que na sexta-feira (dia da visita da reportagem) o efetivo estava em outro local. “Hoje, excepcionalmente, em razão da solenidade de entrega de veículos da Guarda Municipal, parte do efetivo estava retornando de lá no horário citado e parte estava destacada para o atendimento de possíveis ocorrências”, afirmou.

Sobre a condição das churrasqueiras, a prefeitura disse que as equipes da secretaria de Meio Ambiente trabalham na manutenção das churrasqueiras do Parque Barigui e que, com o término, uma nova programação de reparos será realizada. A prefeitura não informou quando. Segundo a nota, 54 parques e bosques já receberam obras de manutenção este ano.

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