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Feira de discos em Curitiba terá 15 mil vinis à venda na Boca Maldita

Expositores de quatro estados estarão no evento vendendo álbuns brasileiros e internacionais para entusiastas com todos os tamanhos de orçamento

  • Da redação, colaborou Matheus Nascimento
  • 03/08/2017
  • 17:33
Feira de discos em Curitiba terá 15 mil vinis à venda na Boca Maldita Andye Iore (o primeiro da esquerda pra direita) é cofundador do Clube do Vinil de Maringá, e trará LPs de música alternativa para a feira. Foto: Divulgação.

Pela segunda vez, a região da Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, recebe a Feira de Discos da Boca Maldita, organizada pelas lojas Joaquim Livros e Discos e Sonic Discos. Serão cerca de 15 mil discos, vendidos por 26 expositores de quatro estados brasileiros. A feira, que acontece no sábado (5), começa às 10h no hotel Slaviero Slim. E se engana quem acha que só vai ter disco caro: os produtos à venda na feira vão das raridades aos mais populares de diversas épocas e estilos.

Dono da Sonic Discos, uma das mais recentes lojas de vinil de Curitiba, Horacio de Bonis conta que, ainda que os discos raros e caros sejam importantes em qualquer acervo de lojista, a maior parte das vendas vem dos discos de maior tiragem, geralmente com preços bem abaixo dos R$ 50. “Mesmo quem vende discos mais raros tem os de preços mais acessíveis, porque não dá pra viver só do colecionador que está sempre comprando raridades e pode pagar por elas”, diz.

Horacio e sua Sonic Discos estão na organização da feira junto com Marcos Ramos Duarte, da Joaquim Livros e Discos, que diz que a ideia de fazer uma feira na Rua das Flores era a de levar os vinis para o Centro, que não via um evento do tipo há algum tempo. “A principal feira vinha sendo a do Canal da Música [nas Mercês], que é muito grande, então precisávamos de um meio-termo”, comenta. Marcos lembra que a primeira edição, em fevereiro, teve um grande fluxo de visitantes e também de compradores.

As feiras e o dia-a-dia das lojas reforçam a impressão dos lojistas de que o perfil do comprador de vinis vem mudando em Curitiba e também no restante do país. “O grande público é de jovens, universitários ou mesmo adolescentes”, conta Marcos Ramos, que enxerga ainda uma maior presença feminina no mundo dos colecionadores, quebrando o estigma de que este é um passatempo de homens de meia-idade. E nem a dificuldade para encontrar um bom toca-discos é empecilho para os novos colecionadores. “Às vezes [os clientes] compram um aparelho não tão bom, mas não desistem e compram outro”, diz Horacio de Bonis.

Os clássicos nunca morrem

No ano passado, as vendas de vinis novos foram as mais altas nos Estados Unidos e no Reino Unido em pelo menos duas décadas - foram mais de 17 milhões de bolachões vendidos nos EUA, segundo a Recording Industry Association of America (RIAA). E o índice vem crescendo todos os anos, um contraste com a queda das vendas do sucessor do LP, o CD. Não existem estatísticas oficiais das vendas de LPs no Brasil.

Nos Estados Unidos e no Reino Unido, entre os dez mais vendidos de 2016 estiveram Blackstar (2016), último álbum de David Bowie, Back to Black (2006), de Amy Winehouse, e, ainda, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, clássico dos Beatles de 1967 que estará na feira deste sábado em diferentes versões.

A Joaquim Livros e Discos, por exemplo, terá a versão brasileira mono do ano de lançamento original, e também a edição especial dos 50 anos do álbum, de 2017, que tem um disco extra com gravações bônus. A Sonic Discos também terá versões nacionais e a importada comemorativa.

Além do quarteto de Liverpool, os aficcionados por rock poderão encontrar nas caixas de discos títulos como The Dark Side of the Moon (1973), do Pink Floyd, e álbuns de The Doors, Led Zeppelin e demais cânones do estilo. Clássicos brasileiros, como Entradas e Bandeiras (1976), de Rita Lee & Tutti Frutti, e Tim Maia (1972), que não foi reeditado com os três primeiros do cantor e compositor, também estarão à venda.

Outros estilos contarão com vendedores especializados, caso de Andye Iore, que é cofundador do Clube do Vinil de Maringá e vende em feiras e pela internet discos de artistas independentes de rock e punk rock alternativo, tanto do Brasil quanto de outros países. Ele participou da primeira edição da Feira da Boca Maldita e vai trazer, entre outros, o disco mais recente dos Pixies, Head Carrier (2016). Andye diz que os LPs que compra diretamente de bandas brasileiras são bastante procurados. “A gente tem um público bem bacana justamente por esse acervo”.

Discos e mais

Durante toda a duração da feira, que deve ir até as 19h, DJs darão o tom da trilha sonora no local, e quem quiser comprar um LP mas não estiver muito seguro se a agulha vai pular alguma das ranhuras dos discos, poderá testá-los em um equipamento que ficará à disposição do público. Além disso, serão vendidos livros ligados a música e quadrinhos e camisetas. Outra atração será a homenagem aos 35 anos da banda curitibana Blindagem, com a presença dos membros e a exibição de trechos do documentário que comemora a data, com lançamento estimado para breve.

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